A resposta humoral ocorre por meio de anticorpos produzidos pelos linfócitos B, que são produzidos e amadurecidos na médula ossea.
Anticorpos são gliicoproteinas que se combinam com o seu epitopo emitindo os sinais necessários inclusive indicando a presença de um corpo estraneo no organismo.Ao reconhecer eles paralizam a infecção e eliminam os microbios.
Imunoglobulinas ( Ig) são moléculas de glicoproteinas que funcionam como anticorpo.Possuem forma de Y e possue regiões específicas, a região variável ( Fab) e a região constante ( Fc). Essas imunoglobulinas possuem cinco classes: IgA, IgD, IgE, IgG e IgM.
Os anticorpos e imunoglobulinas participam da imunidade humoral mediada pelos linfocitos B.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
Apresentação Antigênica
O processo de apresentação antigênica inclui a modificação da proteína nativa. Na superfície celular são encontrados essas glicoproteínas, os antígenos do Complexo Principal de Histocompatibilidade (MHC). O Complexo Principal de Histocompatibilidade (MHC) é o principal da histocompatibilidade onde recebeu este nome devido a sua importante função nas respostas imunes contra tecidos transplantados. Refere-se a uma região no genoma.O MHC em humanos é denominado antígeno leucocitário humano (HLA), e é geneticamente determinado por genes que se localizam no braço curto do cromossoma.
As principais proteínas de classe I do HLA são chamados A, B e C, são expressas em quase todas as células nucleadas do organismo e são responsáveis pela ativação das células T CD8+. As principais proteínas do HLA classe II são chamadas DR, DP e DQ e são expressas principalmente pelas células imunocompetentes, incluindo macrófagos, células dendríticas , linfócitos B e são responsáveis pela ativação das células T CD4+.
O reconhecimento de aloantígenos é realizado pelo receptor presente na superfície da célula T (TCR), que os reconhecem apenas quando apresentados na superfície de outras células, que são assim chamadas de células apresentadoras de antígenos (CAA), sempre ligados ao MHC.
Estas podem ser tanto células do doador, que estão presentes dentro de órgãos vascularizados quando transplantados, sendo chamados de " leucócitos passageiros", que expressam tanto antígenos de classe I quanto classe II e podem estimular diretamente as células T, iniciando o processo de rejeição, caracterizando assim a via direta do alo-reconhecimento.
Na outra forma de reconhecimento, as células apresentadoras de antígenos do receptor fagocitam aloantígenos, processam e expressam nas fendas da superfície celular, sendo assim chamada via indireta.
A apresentação antigênica ao receptor do linfócito T, cria o estímulo à sua ativação e esse é chamado de primeiro sinal e após isso ocorre sinais adicionais induzidos nas células T por outros receptores aloantígeno-inespecíficos. A esse estímulo secundário dá-se o nome de segundo sinal.Onde no primeiro sinal atuaria pela via do RCT e um antígeno específico, enquanto um segundo sinal atuaria pela integração adequada entre as moléculas de superfície presentes nos linfócitos T e células apresentadoras de antígenos e o segundo sinal é o associado ao resultado da ligação de moléculas CD28 do linfócito T CD4 com seus ligantes da família da proteína B7( B7-1 e B7-2) presentes na superfície da CAA, gerando assim a resposta imune.
Para entender melhor assista o esquema no vídeo abaixo:
As principais proteínas de classe I do HLA são chamados A, B e C, são expressas em quase todas as células nucleadas do organismo e são responsáveis pela ativação das células T CD8+. As principais proteínas do HLA classe II são chamadas DR, DP e DQ e são expressas principalmente pelas células imunocompetentes, incluindo macrófagos, células dendríticas , linfócitos B e são responsáveis pela ativação das células T CD4+.
O reconhecimento de aloantígenos é realizado pelo receptor presente na superfície da célula T (TCR), que os reconhecem apenas quando apresentados na superfície de outras células, que são assim chamadas de células apresentadoras de antígenos (CAA), sempre ligados ao MHC.
Estas podem ser tanto células do doador, que estão presentes dentro de órgãos vascularizados quando transplantados, sendo chamados de " leucócitos passageiros", que expressam tanto antígenos de classe I quanto classe II e podem estimular diretamente as células T, iniciando o processo de rejeição, caracterizando assim a via direta do alo-reconhecimento.
Na outra forma de reconhecimento, as células apresentadoras de antígenos do receptor fagocitam aloantígenos, processam e expressam nas fendas da superfície celular, sendo assim chamada via indireta.
A apresentação antigênica ao receptor do linfócito T, cria o estímulo à sua ativação e esse é chamado de primeiro sinal e após isso ocorre sinais adicionais induzidos nas células T por outros receptores aloantígeno-inespecíficos. A esse estímulo secundário dá-se o nome de segundo sinal.Onde no primeiro sinal atuaria pela via do RCT e um antígeno específico, enquanto um segundo sinal atuaria pela integração adequada entre as moléculas de superfície presentes nos linfócitos T e células apresentadoras de antígenos e o segundo sinal é o associado ao resultado da ligação de moléculas CD28 do linfócito T CD4 com seus ligantes da família da proteína B7( B7-1 e B7-2) presentes na superfície da CAA, gerando assim a resposta imune.
Para entender melhor assista o esquema no vídeo abaixo:
sábado, 2 de abril de 2011
Aula de Imunologia 2
Para continuar nosso estudo e aprofunda-lo ainda mais assista esse vídeo da aula de imunologia parte 2.!
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Aula de Imunologia
Pessoal esse vídeo que assisti é muito interessante pois fala um pouco de tudo que vimos durante as aulas já ministradas de imunologia. Sem falar que cita exemplos e é muito simples para entender, dessa maneira decidi compartilhar com vocês. Espero que gostem e que facilite o estudo da imunologia que faz parte do nosso organismo e resume nossas defesas.
Antigenos e Imunogenos
Antígenos, Imunogenos e Haptenos
Os antígenos são substâncias que podem ser reconhecidas pelas células T, células B através de receptores representados por anticorpo ou TCR (receptor de célula T) particular. Os antígenos T-independentes são os anticorpos capazes de estimular células B a produzirem anticorpos sem a necessidade da ativação da célula T auxiliar, que da o segundo sinal para a deflagração da resposta imune, já que o primeiro sinal é dado pelo antígeno. Em geral são polímeros com numerosos determinantes antigênicos repetidos e não
produzem memória imunológica.
Apenas as regiões mais polares e expostas da molécula de antígeno são capazes de estimular a formação de anticorpos pelos linfócitos B. Essas porções mais superficiais são denominadas determinantes antigênicos ou epitopos( são porções do antígeno que reúnem aspectos físicos e químicos que favorecem o reconhecimento a

Imunógeno é a capacidade de ativar uma resposta imune.Os fatores que influenciam a imunogenicidade é ser reconhecido como corpo estranho ou pode ser também pelo peso molecular, complexidade química.
Hapteno Os haptenos (do grego haptien = unir) reagem de forma apropriada com produtos da
resposta imune, porém são incapazes de iniciá-la.
Quando ligados covalentemente a proteínas imunogênicas apropriadas (carreadores)
possuem a capacidade de induzir essa resposta.O complexo hapteno-carreador comporta-se como um epítopo de célula B.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Aglutinação
Tipagem sanguínea é um teste realizado por profissionais de saúde (geralmente farmacêuticos, enfermeiros, biomédicos e médicos) para estabelecer qual tipo sanguíneo e fator Rh (positivo ou negativo) que um indivíduo possui. É um procedimento largamente utilizado nas transfusões de sangue e centros de hemoterapia.
Os grupos sanguíneos de maneira geral são constituídos por antígenos que são a expressão de genes herdados da geração anterior. Quando um antígeno está presente, isto significa que o indivíduo herdou o gene de um ou de ambos os pais, e que este gene poderá ser transmitido para a próxima geração. Eles podem ser do tipo A,B,AB ou O.O teste pode ser realizado em lâmina ou em tubo de ensaio. É preparado uma suspensão dos glóbulos vermelhos e uma gota de reagente é inserida na lâmina. Posteriormente adiciona-se uma gota da suspensão de hemácias e então os dois são misturados numa pequena área da lâmina. Deve ser observado a formação ou não do coágulo.
Exame: Coloca-se numa lâmina de microscopia, lado a lado, uma gota de soro anti-A e outra de soro anti-B. Sobre cada gota de soro coloca-se uma gota do sangue a ser identificado.Após isso observa-se os resultados se não houver aglutinação em nenhum dos lados, o sangue em exame é do grupo O. Se houver aglutinação nos dois lados, o sangue é do grupo AB. Se houver aglutinação somente com o soro anti-A, o sangue é do grupo A. Se aglutinar somente com o soro anti-B, o sangue é do grupo B. E o fator Rh determina se os tipos sanguíneos são positivos ou negativos.
Esta tabela mostra os tipos sanguíneos, os aglutinogênios e as aglutininas existentes:
TIPO SANGÜÍNEO | AGLUTINOGÊNIOS NAS HEMÁCIAS | AGLUTININAS NO PLASMA |
A | A | anti-B |
B | B | anti-A |
AB | A e B | - |
O | - | anti-A e anti-B |
Transplante
Transplante é um procedimento cirúrgico, que consiste na reposição de um órgão ou tecido de um receptor por um outro órgão que apresente normalidades fisiológicas de um doador.O transplante de órgãos entre indivíduos diferentes só foi possível a partir do século XX. Depois de séculos de fracassos, o primeiro transplante de sucesso ocorreu em 1954 nos E.U.A. Foi um transplante renal realizado entre 2 irmãos gêmeos idênticos.
A rejeição de órgãos ocorre devido o nosso sistema imune só distinguir se as células são do nosso corpo ou de organismos invasores. Então por este sistema não saber reconhecer se órgão transplantado é maléfico ou benéfico, ele distingui como substância invasora e o destrói rejeitando assim o órgão.Por isso alguns doentes transplantados precisam tomar medicamentos imunossupressores para o resto da vida.Quanto mais parecido geneticamente forem o doador e o receptor, menos drogas serão necessárias e mais tempo o órgão transplantado costuma durar.
Antes de todo o transplante é realizado então o mapeamento genético do doador e do receptor. Quanto mais genes da classe HLA em comum existir, maior é a chance de sucesso de um transplante.
Os órgãos mais usados para transplante são coração, pulmão, rins, pâncreas,fígado, intestino, pele e outros.
A rejeição de órgãos ocorre devido o nosso sistema imune só distinguir se as células são do nosso corpo ou de organismos invasores. Então por este sistema não saber reconhecer se órgão transplantado é maléfico ou benéfico, ele distingui como substância invasora e o destrói rejeitando assim o órgão.Por isso alguns doentes transplantados precisam tomar medicamentos imunossupressores para o resto da vida.Quanto mais parecido geneticamente forem o doador e o receptor, menos drogas serão necessárias e mais tempo o órgão transplantado costuma durar.
Antes de todo o transplante é realizado então o mapeamento genético do doador e do receptor. Quanto mais genes da classe HLA em comum existir, maior é a chance de sucesso de um transplante.
Os órgãos mais usados para transplante são coração, pulmão, rins, pâncreas,fígado, intestino, pele e outros.
domingo, 20 de março de 2011
Orgãos Linfóides Secundários na Resposta Adaptativa
Os órgãos linfóides secundários emitem a resposta imunológica através das suas células e moléculas existente nesse processo no qual participam ativamente da resposta adaptativa ou adquirida.
A resposta adaptativa é caracterizada pela presença de Macrofágos, Linfocitos B e Células Dentriticas, além de ser um tipo de resposta altamente especifica para cada patogeno, disponibilizar uma resposta mais rápida para o organismo e agir após uma infecção.
Na resposta adaptativa são formados linfócitos T e B memória que permitem um reconhecimento antigênico mais rápido e uma melhor defesa em contatos subseqüentes. O resultado é uma imunidade duradoura, protegendo o organismo contra infecções pelo mesmo agente.
Pequenos linfócitos oriundos da célula progenitora linfóide da medula óssea dirigem-se ao timo ou permanecem na medula, dando origem a linfócitos T e B, respectivamente. Essas células migram para os órgãos linfóides secundários: linfonodos, baço e tecido linfóide associado às mucosas (MALT), para que se efetue a resposta adaptativa. Os linfócitos T são responsáveis pela imunidade celular, enquanto os B produzem anticorpos, os quais constituem a imunidade humoral . A inflamação é resultante dos diferentes mecanismos da resposta imunológica na tentativa de manter a homeostasia do organismo e recuperar os tecidos lesados. É o resultado da ativação da resposta inata ou da inata em conjunto com a adaptativa.Dessa forma os órgãos linfóides secundários participam efetivamente para que haja a resposta adaptativa!
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Função dos orgãos linfoides primários e secundários
Órgãos Linfóides
A produção dessas células maduras, linfóides, ocorrem em diversas áreas do nosso corpo que agem no combate a agressores externos. Algumas dessas células podem estarem presentes entre os vasos sanguineos, (que dão origem as células brancas na corrente sanguínea), entre os vasos linfáticos ( filtram a linfa e combatem os antígenos) ou nas paredes da mucosa. Os tecidos linfóides são classificados em primários e secundários. Os primários representam o local onde ocorrem as principais fases de amadurecimento dos linfócitos T e B respectivamente, representados pelo: Timo e Medula Óssea. Os tecidos primários não formam células ativas na resposta imune, formam até o estágio de pró-linfócitos.
Os tecidos linfóides secundários participam da resposta imune, seja ela humoral ou celular. As células existentes nesses tecidos originaram-se do primário que migraram até atingir o tecido. Neles estão presentes os nodos linfáticos difusos, ou encapsulados como os linfonodos, as placas de Peyer, tonsilas, baço e medula óssea.
Órgãos Linfóides Primários
Timo: Possue a função de promover a maturação dos linfócitos T que vieram da medula óssea até o estágio de pró-linfócitos que vão para os outros tecidos linfóides, onde se tornam ativos para a resposta imune. Porém, o timo também dá origem a linfócitos T maduros que vão fazer o reconhecimento do organismo para saber identificar o que é material estranho ou próprio do organismo. Outra função importante do timo é a produção de fatores de desenvolvimento e proliferação de linfócitos T, como a timosina alfa, timopoetina, timulina e o fator tímico humoral. Estes fatores vão agir no próprio timico (hormônios parácrinos) ou agir nos tecidos secundários (hormônios endócrinos), onde estimulam a maturação completa dos linfócitos.
Se houver uma timectomia no indivíduo, haverá uma deficiência de linfócitos T no organismo, e ausência das áreas timo-dependentes nos órgãos secundários.
A medula como órgão linfóide primário é capaz de formar pro - linfócitos que vem das células totipotentes. O Pró-linfócito não é capaz de realizar uma resposta imune, então se dirige aos órgãos secundários para se desenvolver. A célula multipotente mielóide e linfoblastos T irão ao timo para formar linfócitos T.
Órgãos Linfóides Secundários
Linfonodos: São órgãos pequenos em forma de feijão que aparecem no meio do trajeto de vasos linfáticos. Normalmente estão agrupados na superfície e na profundidade nas partes proximais dos membros, como nas axilas, na região inguinal, no pescoço.Também encontramos linfonodos ao redor de grandes vasos do organismo. Eles filtram a linfa que chega até eles, e removem bactérias, vírus, restos celulares, etc.
Baço: É o maior órgão linfático secundário do organismo e tem como função imunológica, a liberação de linfócitos B, T, plasmócitos, e outras células linfóides maduras e capazes e capazes de realizar uma resposta imune para o sangue e não para a linfa.Ele representa o sítio de maturação dos linfócitos. No centro encontramos o centro germinativo que é o local onde existem linfoblastos e pró-linfócitos B em diferenciação. Já na periferia existem linfócitos maduros prontos a realizar alguma resposta imune, que podem sair para o sangue. O corpúsculo recebe no centro uma arteríola, chamada arteríola da polpa branca. Ao redor dela encontramos a bainha periarterial, que é o local onde estão os linfócitos T (pró-linfócitos T) em processo de maturação e desenvolvimento.
O baço é um órgão que armazena sangue, e lança estas hemácias para circulação no caso de necessidade (sob estímulo da adrenalina liberada numa situação de estresse/alerta), pois o organismo necessita de mais oxigênio para o metabolismo. Na polpa vermelha encontramos diversas cadeias de células que formam os cordões de Billroth, formados por macrófagos, plaquetas, plasmócitos, células reticulares. A célula reticular é a célula que sustenta fisicamente a polpa vermelha, pois sem ela, a polpa vermelha desmancharia em um caldo de hemácias.
Tonsilas e Placas de Peyer: As tonsilas são aglomerados de nódulos linfáticos revestidos apenas de epitélio. As tonsilas eram conhecidas como amigdalas, e estão localizadas na cavidade bucal (tonsilas palatinas) próximas ao arco palatofaríngeo, na parte posterior da língua (tonsilas linguais), e na parte posterior da nasofaringe encontramos as tonsilas faríngeas.
A função mais característica das tonsilas e das placas de Peyer é a produção de plasmócitos que secretem IgA-secretória para a mucosa, protegendo a mucosa da agressão de micróbios que estão fazem parte da microbiota normal ou micróbios patogênicos que possam vir junto com os alimentos. Se todas as tonsilas forem retiradas do indivíduo, a microbiota normal pode sofrer um desequilíbrio biológico e começar a proliferar excessivamente, dando chance às bactérias oportunistas. Se o indivíduo for um portador são de pneumococo ( patogênico), poderá (devido ao desequilíbrio) manifestar pneumonia aguda. Os alimentos que ingerimos contém diversos tipos de bactérias, que devem ser atacadas pelas IgA-secretória. Este isotipo depois de produzido pela célula, a IgA atravessa a membrana do epitélio através da ligação com um receptor de superfície. Ao se ligar a este receptor, o complexo é endocitado pela célula, a travessa o citossol para ser liberado na luz do órgão.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
Abbas, KA, Imunologia Celular e Molecular. Editora Revinter Ltda. 4ª Edição. RJ. 2003, 544p.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Opsonização
Opsonização
Pessoal esse vídeo mostra uma demonstração do que é a opsonização e como ele acontece na célula, então para complementar o nosso estudo sobre esse tópico do assunto de Imunologia.Espero que gostem. Tenham uma Boa Tarde.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Relacionando Opsonização com a Fagocitose na Imunidade Natural ou Inata
A Opsonização é o processo pelo qual os microorganismos ou partículas são recobertos por anticorpos e complemento ou outros fatores, sendo então preparados para o reconhecimento e posterior ingestão pelas células fagocíticas. Anticorpos (IgG, IgA e IgE) têm importante capacidade opsonizante. As células fagocíticas (neutrófilos e monócitos) têm nas suas membranas receptores para o complemento, os quais também facilitam a fagocitose. Os anticorpos podem ser opsonizantes diretamente ou através da capacidade de ativar o sistema complemento. A fibronectina e a proteína C reativa também podem ter papel opsonizante.
A principal opsonina (molécula que age como facilitadora de ligação no processo de fagocitose) do complemento é o componente C3, através das moléculas de C3b e iC3b ligadas, covalentemente, à superfície celular, mais especificamente a receptores de fagócitos como neutrófilos e monócitos/macrófagos.Essas interações permitem a aderência de microorganismos aos fagócitos do hospedeiro, levando à sua ingestão e conseqüente destruição através das enzimas lisossomais (Bing 1995; James 1997).
As células fagocíticas estimuladas por C5a expressam maior quantidade de CR3 e CR4 (moléculas de adesão), que ligam os neutrófilos ao endotélio vascular, permitindo a aderência e migração desses para o sítio inflamatório (Ross 1992; Prodinger 1999).
O que relaciona os procedimentos ocorridos na Imunidade Natural ou Inata, já que Opsonização facilita a fagocitose que envolve a célula e envia partículas sólidas ao seu interior.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Resposta Inata ou Natural
Boa Tarde pessoal, segue a baixo algumas informações sobre um dos assuntos da Imunologia, Resposta Inata, retirado do site da Universidade Federal de São Paulo!Para mais informações o link encontra-se no final da postagem!Espero que contribua para aumentar nosso nível de conhecimento.Obrigada e aguardo sugestões.
Historicamente, a imunidade significa proteção contra doenças infecciosas. As células e moléculas responsáveis pela imunidade constituem o sistema imune, e sua resposta coletiva e coordenada à introdução de substâncias estranhas no organismo è chamada resposta imune.
A defesa contra os micróbios é mediada pelas reações iniciais da imunidade inata pelas respostas mais tardias da imunidade adquirida.
Imunidade Inata (Linhas iniciais de defesa contra os micróbios)
Consiste de mecanismos que existem antes da infecção, que são capazes de rápidas respostas aos micróbios e que reagem essencialmente do mesmo modo às infecções repetidas.
Componentes principais:Barreiras físicas e químicas, tais como os epitélios e as substâncias antimicrobianas produzidas nas superfícies epiteliais; células fagocíticas e células matadoras naturais (natural killer); proteínas do sangue incluindo os membros do sistema complemento e outros mediadores da inflamação; e proteínas chamadas citocinas, que regulam e coordenam muitas das atividades das células da imunidade inata.
Imunidade Adquirida
Os mecanismos de defesa mais altamente evoluídos são estimulados pela exposição aos agentes infecciosos e aumentam em magnitude e capacidade defensiva em cada exposição sucessiva a um micróbio particular. Pelo fato de que esta forma de imunidade desenvolve-se como uma resposta a infecção e se adapta a ela, é designada imunidade adquirida.
As características que definem a imunidade adquirida são a grande especificidade para as distintas macromoléculas e a capacidade de "lembrar" e responder mais vigorosamente as repetidas exposições ao mesmo micróbio.
Os componentes da imunidade adquirida são os linfócitos e seus produtos. As substâncias estranhas que induzem respostas específicas ou são alvos dessas respostas, são chamados antígenos.
Existem dois tipos de respostas imunes adquiridas, designadas imunidade humoral e imunidade mediada por células,
Imunidade humoral é mediada por moléculas do sangue, chamadas anticorpos, que são produzidos pelos linfócitos B.
Os anticorpos reconhecem especificamente os antígenos microbianos, neutralizam a infecciosidade dos micróbios e marcam os micróbios para a eliminação pelos vários mecanismos efetores. É o principal mecanismo de defesa contra os micróbios extracelulares e suas toxinas.
Imunidade mediada por célula é mediada por células chamadas linfócitos T; os microorganismos intracelulares, tais como vírus e algumas bactérias, sobrevivem e proliferam dentro dos fagócitos e de outras células do hospedeiro, onde ficam inacessíveis aos anticorpos circulantes. A defesa contra essas infecções é uma função da imunidade celular, que promove a destruição dos micróbios que residem nos fagócitos ou a lise das células infectadas.
A defesa contra os micróbios é mediada pelas reações iniciais da imunidade inata pelas respostas mais tardias da imunidade adquirida.
Imunidade Inata (Linhas iniciais de defesa contra os micróbios)
Consiste de mecanismos que existem antes da infecção, que são capazes de rápidas respostas aos micróbios e que reagem essencialmente do mesmo modo às infecções repetidas.
Componentes principais:Barreiras físicas e químicas, tais como os epitélios e as substâncias antimicrobianas produzidas nas superfícies epiteliais; células fagocíticas e células matadoras naturais (natural killer); proteínas do sangue incluindo os membros do sistema complemento e outros mediadores da inflamação; e proteínas chamadas citocinas, que regulam e coordenam muitas das atividades das células da imunidade inata.
Imunidade Adquirida
Os mecanismos de defesa mais altamente evoluídos são estimulados pela exposição aos agentes infecciosos e aumentam em magnitude e capacidade defensiva em cada exposição sucessiva a um micróbio particular. Pelo fato de que esta forma de imunidade desenvolve-se como uma resposta a infecção e se adapta a ela, é designada imunidade adquirida.
As características que definem a imunidade adquirida são a grande especificidade para as distintas macromoléculas e a capacidade de "lembrar" e responder mais vigorosamente as repetidas exposições ao mesmo micróbio.
Os componentes da imunidade adquirida são os linfócitos e seus produtos. As substâncias estranhas que induzem respostas específicas ou são alvos dessas respostas, são chamados antígenos.
Existem dois tipos de respostas imunes adquiridas, designadas imunidade humoral e imunidade mediada por células,
Imunidade humoral é mediada por moléculas do sangue, chamadas anticorpos, que são produzidos pelos linfócitos B.
Os anticorpos reconhecem especificamente os antígenos microbianos, neutralizam a infecciosidade dos micróbios e marcam os micróbios para a eliminação pelos vários mecanismos efetores. É o principal mecanismo de defesa contra os micróbios extracelulares e suas toxinas.
Imunidade mediada por célula é mediada por células chamadas linfócitos T; os microorganismos intracelulares, tais como vírus e algumas bactérias, sobrevivem e proliferam dentro dos fagócitos e de outras células do hospedeiro, onde ficam inacessíveis aos anticorpos circulantes. A defesa contra essas infecções é uma função da imunidade celular, que promove a destruição dos micróbios que residem nos fagócitos ou a lise das células infectadas.
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